E então malta, tudo porreiro?! Esta é a 2ª parte da sequência de artigos baseados no livro: Como fazer amigos e influenciar pessoas – Dale Carnegie.

  1. A importância de teres um verdadeiro interesse nas pessoas;
  2. Qual a importância de um nome num relacionamento; (estás a ler este)
  3. A importância de fazeres sentir a outra pessoa importante;

O que esperar deste artigo:

  • Qual a importância de saberes o nome das pessoas;
  • As mudanças que ocorrem quando usas o nome das pessoas num relacionamento;
  • Os benefícios que um relacionamento alcança ao utilizares o nome da pessoa;

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Sou mau com nomes

Sou mau com nomes

Certamente já te aconteceu encontrares alguém, saberes o nome da pessoa mas a outra pessoa nem fazer uma pequena ideia de qual é o teu. Tenho algumas dúvidas de como vocês se sentem quando isso acontece, mas por experiência própria, sinto que sou um pouco “dispensável” para a pessoa, e isso retira-me alguma da vontade que tenho de falar com essa pessoa.

Curiosamente, no livro “Como fazer amigos e influenciar pessoas” o autor aborda esse mesmo aspecto e diz que a maioria das pessoas não gosta nada quando situações dessas acontecem. Ele acrescenta que:

Quando nós nos esquecemos do nome de uma pessoa, a mensagem que estamos a passar é que essa pessoa não é assim tão importante para nós.

Ele também diz que dizer “ah, não sou nada bom com nomes” é uma desculpa ineficaz.

Pessoalmente penso que as coisas sejam um pouco menos severas. Compreendo o que o autor diz, mas penso que só não haja desculpa se, anteriormente, tiver havido uma conversa ou algo do género. Se tiver havido algo assim e não se souber o nome da pessoa, aí sim, deves entrar em modo: shame on you.

Ouvir o próprio nome fortalece um relacionamento

Ouvir o próprio nome fortalece um relacionamento

Todas as pessoas adoram ouvir o seu próprio nome. Isso transmite a sensação de que a pessoa se lembra de nós e como consequência sentimo-nos logo mais conectados com a pessoa. A vontade de continuar a falar com ela cresce, o que é logo meio caminho para criar uma maior empatia e tornar o relacionamento muito mais forte.

De forma a ajudar a que se compreenda a verdadeira importância de saber o nome das pessoas e os efeitos positivos que isso traz num relacionamento, vou contar uma história. Hora da história!

A infelicidade feliz de saber o nome do senhor dos bifes

A infelicidade feliz de saber o nome do senhor dos bifes

Para as pessoas que ainda estou à espera de ter o prazer de conhecer, fica aqui uma informação importante sobre mim. Eu ADORO bifes. Uma das coisas que me dá mais prazer comer são uns brutos bifes. Daqueles bem tenros que se desfazem na boca. Por falar em bifes, há uma blogger chamada Isabel que indica sempre locais espectaculares para se ter refeições brutais. Passem pelo blog foodiefriend. Voltando à história.

Há uns anos atrás, era eu ainda puto, fui com o meu pai comprar uns brutos bifes (herdei o gosto dele) ao na altura Ecomarche da Chamusca. Como sempre o mesmo senhor atendeu-nos com um nem mau, nem bom atendimento. Um serviço normal.

Recordo-me de que quando chegava a casa, o meu pai ainda tinha de cortar lá pedaços dos bifes, deitava fora algumas partes dizendo que aquilo estava a mais (algo que me chocava muito, nenhum pedaço de bife é deixado para trás!) entre outros trabalhos que eram necessários.

O pormenor que fez a mudança num relacionamento

O pormenor que fez a mudança num relacionamento

Certo dia, fomos lá novamente mas desta vez o meu pai viu lá na placa de identificação que o senhor se chamava Eduardo. E disse algo do género: Bom dia, Eduardo. Tudo bem? Algo que na altura me pareceu tão banal mudou muita coisa. Para o bem o para o “mal”!

A parte negativa

A parte negativa

Primeiro que tudo, começamos a demorar MUITO mais tempo quando íamos aos bifes. Só me lembro deste exacto momento e da frase “hedionda”: Bom dia, Eduardo. Tudo bem? Porque eu era uma criança viciada em jogos (playstation). E tudo o que fosse mais de 30 minutos longe da consola deixava-me nervoso.

Brincadeira à parte. Tal como disse, o serviço era simpático. Mas a partir desse dia o serviço ficou 5 estrelas!

O que trouxe um simples: Olá, Eduardo. Tudo bem?!

O que trouxe um simples: Olá, Eduardo. Tudo bem?!

Revendo agora a conversa através dos olhos do meu “mini eu” passado todo aborrecido por estar lá à espera dos Bifes, vejo que houve uma diferença abismal no atendimento. O Eduardo, o senhor dos Bifes, passou logo a fazer mais perguntas com o objetivo de entregar a carne ao meu pai da melhor forma possível. Perguntas do género:

  • Irá querer que corte assim ou assim?
  • Como está a querer fazer os bifes? Dependendo do método corto a carne para facilitar;

Pode parecer algo insignificante. Mas o Eduardo estava a poupar imenso tempo ao meu pai. Tal como disse, o meu pai quando chegava a casa, ainda tinha que arranjar a “bifalhada” e isso levava tempo. Depois deste episódio o meu pai ficou mais livre.

O engraçado disto tudo é que o meu pai ao melhorar o relacionamento com o Eduardo, obteve ajuda por parte dele para melhorar o relacionamento com a família. É daquelas coincidências inesperadas brutais. Por falar em coincidências brutais.

Uma coincidência engraçada

Uma coincidência engraçada

As coisas ainda melhoraram mais na segunda vez que lá fomos, porquê? Porque o Eduardo também perguntou o nome ao meu pai. E sabem qual é a parte mais curtida disto tudo? É que o meu pai também se chama Eduardo.

Houve alturas em que eles brincavam com a situação e faziam frases mesmo só para “gozar” com a situação. Algo que eu achava um tanto estranho, mas eles curtiam daquilo. Frases como:

– Olá, Eduardo! Tudo bem contigo, Eduardo?

– Sim, Eduardo. Comigo tudo bem, Eduardo. Hoje é dia de “bifalhada” Eduardo?

– É verdade, Eduardo.

Acho que já estão a compreender a dinâmica da coisa.

Os benefícios

Os benefícios

Os benefícios foram todos os que um amante de bifes podia desejar! Em visitas seguintes, o Eduardo aconselhava qual a melhor carne, guardava nacos brutais para nós, entre um monte de outras situações.

Tudo isto aconteceu porque naquele dia o meu pai chamou o senhor dos bifes pelo nome. Isso fez como que eles conversassem mais, trocassem informação, compreender o quão importante era para nós os bifes, o que representava, etc.

Mas de forma sintetizada:

  • Conhecemos melhor outros membros do Ecomarche;
  • O ambiente ficou ainda mais agradável;
  • Via-se felicidade nos olhos do Eduardo;
  • Bónus: Recebíamos um atendimento excelente!
    • Alguns dos melhores nacos ficavam para nós;
    • O serviço tornou-se mais pessoal;
    • Os bifes já vinham praticamente prontos;

Conclusão

Conclusão

Chamar a pessoa pelo nome em vez se ser, senhor/a isto, senhor/a, aquilo é algo muito simples e que tem repercussões gigantescas! Mostra que tens em atenção a pessoa e que esse alguém é importante para ti.

Tal como Dale Carnegie, autor do livro, diz:

O nome de uma pessoa é para ela o som mais importante que existe.

Stay Clipped

 

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