Equilíbrio han? Vocês devem estar a pensar que se enganaram no blog e que foram parar ao site dum life coach ou dum comediante com sentido de humor macabro. Mas garanto-vos que vieram ao sítio certo!!

Estar em equilíbrio connosco próprios e com as pessoas à nossa volta pode parecer uma utopia, mas é possível e muito importante para a nossa sanidade mental e para manter relações saudáveis!

O equilíbrio está relacionado com a questão de lidar bem com as nossas decisões e acções, e estas passam inevitavelmente por duas palavras chave: sim ou não. O típico “vou dormir mais 10 minutos?” ou “vou chegar à escola/ trabalho sem parecer um atleta que acabou de correr a maratona?”. Estão a perceber a ideia?

Acho que a questão do sim recebe atenção suficiente nos nossos dias e meios de comunicação, por isso vou focar-me um pouco mais na questão da importância de dizer não.

O que esperar deste artigo:

  • Compreender o porquê da importância de saber dizer “não” na busca por uma vida um pouco mais equilibrada;
  • . Reflexão sobre o uso da palavra;
  • Algumas dicas para alcançar esse equilíbrio através desta única palavra de apenas três letras. Curto, simples e eficaz!

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O “não” que come criancinhas ao pequeno almoço

O “não” que come criancinhas ao pequeno almoço

Crescemos a ouvir os nossos pais e anciãos a dizer “Não, não podes ter o pônei com que sonhas todas as noites”, ou “não podes fazer maratona televisiva de Dr. House, amanhã tens aulas” and so on and so on…

Por estas e por outras interiorizamos que “não” é a pior palavra à face da terra e devia ser banida do vocabulário mundial. É muito comum associarmos esta palavra com uma conotação negativa.

Porque às vezes só pensamos em como nos queremos divertir ou alcançar sucesso, e podemos cair na armadilha de negligenciar um pouco (ou muito) a nossa protecção física e emocional. Para além disso o appeal do “yes man” é inquestionável, aquela ideia de que dizer “sim” não só é boa educação, como é uma chave mágica que nos abre portas e ajuda a sair da nossas zonas de conforto. Não me interpretem mal, é maravilhoso sair da nossa zona de conforto e descobrir coisas novas, mas tudo com equilíbrio, sim?

Enquanto crianças e adolescentes era o trabalho dos nossos pais proteger-nos através dessa palavra maquiavélica. Agora a responsabilidade é nossa, enquanto jovens adultos ou adulto plenamente desenvolvidos, e a verdade é que muitas vezes não fazemos um bom trabalho.

Como melhorar o uso da palavra?

Pode parecer uma das doze tarefas do Hércules, mas existem pequenas dicas que podem ajudar:

Como melhorar o uso da palavra?

Pode parecer uma das doze tarefas do Hércules, mas existem pequenas dicas que podem ajudar:
Quando e porquê dizer que não?
    • Quando confrontados com aqueles dilemas que parecem ter sete cabeças, pode ajudar reflectir sobre o assunto. Quando? É uma boa altura (do dia, do mês, da vida??) para dizer que sim à adoção de um novo animal de companhia? Porque quero dizer que sim? É o meu gut feeling a falar, a minha crazy cat lady interior? Ou realmente faz sentido nesta altura do campeonato tomar esta decisão? Quais são os valores mais importantes para mim, neste momento, para chegar àquele sentimento de equilíbrio e paz de alma com a minha decisão? Responder a estas questões pode ajudar-nos a fazer a melhor escolha, bem como a lidar de forma saudável com a mesma.

Uma mudança de perspectiva também ajuda. Retirar da palavra “não” a sua conotação negativa é capaz de ser o mais eficaz. Realmente dizer que “não” é uma palavra maquiavélica soa um bocado desequilibrado não é verdade?

Esta palavra tem o poder de proteger a nossa integridade física e mental e, o seu uso de forma sábia pode, enriquecer o nosso percurso nesta estrada da vida.

Um exemplo muito conhecido é esta quote do Steve Jobs “I’m just as proud of the things I haven’t done as to the things I have done”. Às vezes dizer não fecha portas, mas também pode abrir portas para novas oportunidades. Pensa a longo prazo, look at the big picture e encontra o equilíbrio!

A palavra “não” pode revelar-se um escudo protector.
A palavra “não” pode revelar-se um escudo protector.

Uma mudança de perspectiva também ajuda. Retirar da palavra “não” a sua conotação negativa é capaz de ser o mais eficaz. Realmente dizer que “não” é uma palavra maquiavélica soa um bocado desequilibrado não é verdade?

Esta palavra tem o poder de proteger a nossa integridade física e mental e, o seu uso de forma sábia pode, enriquecer o nosso percurso nesta estrada da vida.

Um exemplo muito conhecido é esta quote do Steve Jobs “I’m just as proud of the things I haven’t done as to the things I have done”. Às vezes dizer não fecha portas, mas também pode abrir portas para novas oportunidades. Pensa a longo prazo, look at the big picture e encontra o equilíbrio!

Saber onde impor os limites; quais são as minhas boundaries?

Se permitires à tua “bússola moral” escolher aquilo que sabes no teu íntimo apontar para a decisão “certa” (dentro daquilo que queres, dentro do equilíbrio finíssimo entre sim e não) tens em ti mecanismo de gestão de stress!! Atenção que o stress mexe com a tua bússola.

Pergunta a ti próprio: existem formas de melhorar as formas como cuido de mim mesmo? Quais as formas que usas para tratar a ti mesmo? Como encontras felicidade? Equilíbrio? Descanso? Companheirismo? Estas formas são eficazes, ou preciso de mudar?

Apenas eu posso cuidar de mim mesma, nunca vás na ilusão de que alguém vai cuidar de ti e que isso vai ser o suficiente. Por falar em ilusões, outra que atrapalha muito na busca por equilíbrio é a ilusão da tecnologia: nesta ilusão, nós enquanto pessoas somos metaforicamente aparelhos que têm de estar sempre ligados, sempre disponíveis, sempre a trabalhar.

O luxo dos nossos dias é estar offline, no dolce far niente. Lembram-se que no início deste ano o governo francês criou uma lei sobre o direito à desligar os contactos de trabalho fora do horário de trabalho? O workaholic enfrenta desafios e dificuldades tão graves e severas quanto o alcoholic, é algo sobre o qual devíamos reflectir um pouco. É um questão de parar para pensar, ”onde é que fica a linha que separa o meu conforto e a minha consciência tranquila no que toca às minhas decisões/ acções?”. Encontra essa linha e encontras o teu ponto de equilíbrio.

Conclusão

Conclusão

Apesar de vivermos numa cultura de “yes man” e de estar constantemente online é possível dizer que não se assim o desejarmos. É mais simples do que imaginamos.

A dificuldade que sentimos é resultado de estarmos submersos nesta cultura, bem como do choque de infância quando as nossas figuras parentais nos negavam aqueles que seriam os nossos “simples prazeres da vida”.

O “não” pode ser usado como um escudo protector, para nos defender de uma carga de trabalhos superior à qual temos capacidade de gerir, ou simplesmente para dizer “eu não gosto de açúcar no meu café”. Verdade é que ninguém merece beber um café que vai contra os seus gostos pessoais, se percebem o que quero dizer.  

Acredito que é sobretudo uma questão de avaliar bem a situação em que nos encontramos e saber fazer as perguntas certas, para conseguirmos viver em equilíbrio com as respostas. Exemplos destas perguntas são “porquê?” e “quando?”.

Tendo estes aspetos em consideração só nos resta ouvir o nosso coração e respeitar as nossas “fronteiras morais”.

Viver em equilíbrio connosco mesmos permite-nos viver em equilíbrio com as pessoas que nos são mais próximas.

Stay Clipped

 Fontes:
The art of saying no, Kenny Ngueyn

Good boundaries free you, Sarri Gilman

Devemos ter o “Direito a desligar” do trabalho? Governo abre debate, Raquel Martins

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