E então malta, tudo porreiro?! Tomei conhecimento de um livro chamado: Como fazer amigos e influenciar pessoas – Dale Carnegie. Achei muito interessante os mais de 30 princípios que o autor apresenta sobres relações humanas e penso que alguns possam ser bastante úteis para vocês. Partilhar esses 30 princípios seria complicado. Por isso, selecionarei 1 dos que mais gostei. De forma a conseguir simplificar a passagem de informação dividi esse princípio em 3 partes que irei publicando nas próximas semanas. São elas:

Ao leres este artigo ficarás a saber:

  • Qual a importância de ter um verdadeiro interesse nas pessoas;
  • Como isso faz com que o teu relacionamento melhore;
  • Como isso faz com que as pessoas gostem mais de ti;

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Para começar, admito que não tenho um discurso pronto se me colocassem esta questão, é demasiado abstrato, right? No entanto, há sempre um amigo pronto a ajudar quando não temos a certeza acerca de alguma coisa… sim, é o Google. E o que é que eu fiz? Fui ao seu encontro, coloquei-lhe a questão, e eis do que me apercebi:

A importância de teres um verdadeiro interesse nas pessoas

A importância de teres um verdadeiro interesse nas pessoas

Dale Carnegie, o autor do livro, despertou-me para algo curioso. Já reparaste que quando tiras uma foto onde tu apareces, quando a vais ver, por norma procuras-te primeiro? Outro ponto curioso, a forma como tu ficas na foto pesa muito na tua avaliação da mesma. Por outras palavras, se na foto pareceres a Kim Kardashian ou o Chris Hemsworth a tua resposta poderá ser algo do género: 

      • Esta foto é maravilhosa! É a nossa melhor foto de sempre!

 Mesmo que o resto do pessoal pareça um grupo de orangotangos perdidos no meio do Rossio, a olhar para um carro amarelo e a pensarem que é a maior banana que viram na vida. 

Por outro lado, se fores tu a parecer um orangotango a tua resposta pode ser algo do género:

  • Ah… Ficámos tão bem… Empresta aí o telefone só para ver melhor. Eixhe!!! Apaguei sem querer a foto. Bem, agora temos de tirar outra!

O interessante disto tudo é que, segundo o que o autor diz, a maioria das pessoas faz exactamente o mesmo. Isso acontece porque “nós estamos sempre interessados em nós mesmos“. Faz parte da nossa natureza. Segundo Dale Carnegie, esta última informação é muito útil caso queiras fazer com que gostem ou tenham mais interesse em ti. Também é muito útil caso queiras melhorar o relacionamento com alguém. Mas como é que se tira proveito disto, certo? Eu fiz exactamente a mesma questão e lembrei-me do meu passado. Vamos a uma história

O egocêntrico que rebentava com qualquer relacionamento

O egocêntrico que rebentava com qualquer relacionamento

Eu já fui um egocêntrico de todo o tamanho e até um pouco arrogante. Se conseguisse voltar atrás no tempo dava uns brutos calduços no meu antigo eu.  Durante algum tempo tive algumas dificuldades em fazer com que as pessoas gostassem de mim e fazer com que um relacionamento fosse duradouro. Sempre que me cruzava com alguém, conhecido ou por conhecer, tinha dificuldades em ouvir e tomar atenção ao que a pessoa dizia. Podia até parecer que estava a ouvir e que estava interessado no que ela dizia mas na verdade estava em modo “Tô Nem Aí”.

No fundo queria era que a pessoa parasse de falar para eu dizer do que eu gostava, o quão orgulhoso eu estava dos meus feitos e convencer essa mesma pessoa a seguir o que eu fazia. Ou seja, o que eu queria era colocar todas as coisas que eu achava interessantes dentro da cabeça da outra pessoa. Como devem compreender isto é uma abordagem ranhosa e medíocre.

Nenhum relacionamento se mantém de pé por muito tempo assim. Estava a pensar apenas em mim e nos meus interesses e a borrifar-me para o que a outra pessoa queria, sabia, gostava e lhe interessava. Felizmente compreendi o disparate que andava a fazer e adotei um comportamento diferente.

Nós estamos sempre interessados em nós mesmos

Nós estamos sempre interessados em nós mesmos

Esta frase pode ser interpretada de várias formas. Quando a li pela 1º vez, interpretei-a pelo lado óbvio. O que só compreendi depois é que a mensagem da frase pode ajudar-nos de várias formas a fazer as pessoas gostarem de nós e a criar um bom relacionamento. Se nós estamos sempre interessados em nós, é normal que os outros também estejam interessados sempre neles mesmos. E isso pode ser algo extremamente interessante de explorar.

Quando compreendi a utilidade desta informação alterei o meu comportamento e o resultado tem sido muito benéfico. Mas antes de irmos aos benefícios. O que é que fiz ao certo? Basicamente preocupei-me em criar empatia antes de algo mais.

O egocêntrico que aprendeu a manter um relacionamento

O egocêntrico que aprendeu a manter um relacionamento

Criar empatia é algo bastante simples. Mas por vezes, por estarmos tão focados em nós mesmo “saltamos” essa parte. Ao contrário da minha versão mais ranhosa do passado, hoje preocupo-me em criar empatia antes de algo mais. Compreendi os benefícios que essa ação trás. No decorrer do processo, acabamos por conhecer o que move a pessoa, e quais os seus gatilhos de ação. Algo super útil na hora de lidar com a pessoa. O melhor disto tudo é que só se precisa de fazer 3 coisas para que tudo isso aconteça. Ter verdadeiramente interesse pela pessoa;

  1. Fazer perguntas;
  2. Dar espaço.

Bastante simples, certo? Em parte, de facto, é mesmo. A única dificuldade é, na hora H, conseguirmos fazer isto e não começarmos a querer falar de nós, impedindo que a outra pessoa se sinta à vontade para dizer o que sente, deseja, sonho, etc. Ainda hoje estou a aperfeiçoar este processo.

Ter verdadeiro interesse pela pessoa

Ter verdadeiro interesse pela pessoa

Dale Carnegie diz que este é um dos fatores cruciais de um bom relacionamento. Através deste simples princípio o nível de empatia numa relação pode crescer a níveis gigantescos. Hoje quando eu encontro uma pessoa e, por exemplo, descubro que ela adora dança contemporânea, eu fico realmente interessado. Posso não ter interesse em dança contemporânea mas tenho interesse em compreender o porquê da pessoa ter interesse. É nessa altura que começo com as perguntas.

Fazer perguntas

Fazer perguntas

Faço várias perguntas. O objetivo nesta fase é compreender melhor o principal interesse que a pessoa tem para depois explorar melhor essa situação. Dale Carnegie diz que quanto mais se deixa uma pessoa falar de si, mais interesse a pessoa terá em ter-te por perto e mais irá gostar de ti (ok, estou a simplificar muita a coisa. Mas a base penso que seja esta). E que tipo de perguntas se pode fazer?

  • Perguntar pelas competições em que já participou;
  • Há quanto tempo participa;
  • Sobre toda a sua experiência;
  • O porquê de ela ter começado a dançar;
  • Perguntar por histórias que tenha;
  • Saber como chegou onde chegou;
  • entre outras;

Dar espaço às pessoas

Dar espaço às pessoas

É importante que a pessoa se sinta o centro das atenções neste momento. Porque é isso que de facto deve acontecer. Para que isso aconteça, dou espaço para ela contar histórias, contar medos, contar vitórias, dizer o quão orgulhosa está dos seus feitos e tudo o que ela queira dizer mais.

Benefícios

Benefícios

Quando comecei a utilizar esta abordagem comecei a sentir as consequências. Que foram:

      • Upgrade na minha visão do mundo;
      • Conhecer imensas pessoas;
      • Contacto com imensas ideias diferentes;
      • Passagem de interesses mais eficiente;
      • Relacionamentos mais duradouros;
      • Gostarem mais de mim;

Como podes ver, “gostarem mais de mim” é a última consequência. Para além disso, na minha modesta opinião, gostarem de ti deve ser uma consequência e não um objectivo. Digo isto porque enquanto andei com o objetivo de fazer as pessoas gostarem de mim os resultados eram tão bons como os que tenho a métodos quantitativos II e III (matemática).

Ou seja tristes, medíocres e vergonhosos. Ia tendo resultados positivos mas no fim do semestre reprovava. Para dar alguma credibilidade ao meu pensamento, o Professor Doutor Dário Rodrigues uma vez disse-me: “Rui, é mais fácil fazeres amigos em dois meses interessando-te pelas pessoas, do que passares dois anos a tentar conseguir o interesse dos outro.”

Nota: Não, este professor não é o de matemática. E ele está certo. Só compreendi o verdadeiro significado da mensagem tempos depois. Basicamente, depois de ter rebentado com não sei quantos relacionamentos. Mas pronto, sempre a aprender.

Conclusão

Conclusão

Este princípio de ter verdadeiro interesse nas pessoas pode ser útil em qualquer tipo de relacionamento que possas pensar. Desde as relações profissionais, às de amor, familiares, amizade. Se começares a mostrar o genuíno interesse que possuis pela pessoa, por norma a outra pessoa irá retribuir o interesse.

Nessa altura podes partilhar os teus gostos, sonhos, ambições e tudo o que queiras. Apesar de demorares consideravelmente mais tempo a dizeres o que queres, vais obter resultados/respostas muito melhores.

Uma coisa é ouvires informação sem teres perguntado por ela, outra coisa é receberes essa informação depois de teres perguntado por ela. É assim para ti e para a maioria das pessoas.

Acredito que Dale Carnegie esteja certo quando diz que se colocarmos este princípio em ação que isso ajudará os nossos relacionamentos a serem mais duradouros e interessantes.  

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