Alguém falou em prendas para a mãe?

Alguém falou em prendas para a mãe?

Longe vai o tempo em que davas um desenho horroroso à tua mãe e ela enchia os olhos de lágrimas e dizia “oh filhote/a, está lindo!”

Mas a questão que eu ponho é: será que esse tempo vai assim tão longe? Será que isso não a iria deixar emocionada mesmo quando já tens 20 e poucos anos?

O que esperar deste artigo:

  • Ideias originais, especiais e em conta para surpreenderes a tua mãe;

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A verdade é que nós, como jovens com muito para aprender, temos tendência a deixar escapar algumas coisas que, de todo, não devíamos deixar passar. A atenção que damos à família é uma dessas coisas. Muitos são aqueles que já têm a prenda pensada ou até comprada para o namorado ou namorada desde outubro, ou já andam a preparar o presente perfeito para a melhor amiga há semanas. E não há nada de errado com isso. Mas há um grupo de pessoas em particular do qual não nos podemos esquecer, e não deve deixar de estar no topo das nossas prioridades: a família!

E é sobre um elemento deste conjunto de pessoas (aka as pessoas que vão estar lá para ti no matter what) de quem vou falar hoje: a mãe. É verdade, a mãe, umas vezes perfeita, outras vezes ruim (mentira, a minha é sempre tão adorável).

As mães, por norma, não são pessoas materialistas. Elas esforçam-se para nos fazer perceber o que é a vida, e que o valor das coisas não está no dinheiro. Claro está que, num dia ou outro, gostam de se presentear com um vestido bonito ou com umas botas lindas que “fazem mesmo o estilo” delas.  Este post pretende ajudar-te com algumas dicas de lembranças que, além de especiais, não saem muito do budget mensal. São ideias que podem inspirar-te a surpreender a tua mãe este natal, ou no seu aniversário, ou no dia da mãe, ou, melhor, num dia qualquer. Vamos a isso?


Bilhete para espetáculo

Bilhete para espetáculo

Passar tempo com a nossa mãe é sempre especial. Eu valorizo cada segundo com ela, e se pudesse arranjar uma lâmpada mágica, um dos três desejos que pediria ao génio seria, sem dúvida, que ela fosse eterna. Por isso, e juntando o útil ao agradável, uma das ideias que te trazemos hoje é ires com ela a um teatro, a um concerto de um artista de que ela goste, a um bailado, o que seja. Pega nela e faz esse miminho. Passas tempo com ela, criar memórias e vivencias um momento diferente. Por outras palavras, convida a tua mãe para um date.

Quem diz espetáculos, diz qualquer outra coisa que seja do vosso agrado e que vos proporcione momentos memoráveis.


Flores

Flores

Flores. Um presente que pode ser banal, mas só se tu deixares. Um ramo de flores personalizado, nada tem de comum. Algumas sugestões:

– Cada flor do ramo deve conter um papelinho. Cada papel contém uma memória da qual nunca te esquecerás, criada com a tua mãe. Aquele dia em que tratou da tua ferida no joelho, aquele dia em que choraram a ver o Hatchiko, aquele dia em que fizeram o melhor piquenique de sempre.

– Cada flor do ramo corresponde a uma característica da tua mãe, que, no conjunto, a tornam a mãe mais f*cking awesome de sempre!

– Cada flor corresponde a um sentimento que nutres pela tua mãe. Admiração, amor, amizade, respeito, orgulho, seriam alguns dos quais, de certo, fariam parte do ramo para a minha mãe.

Com uma flor de cada cor e formato, de certeza que vai ser um ramo original.


Arte “horrorosa”

Arte “horrorosa”

É verdade. Pegando no início deste post… Talvez um desenho com um circulo e quatro traços a ele associados que, na nossa mente, ilustrava na perfeição uma pessoa, agora não seja o presente ideal. Mas e se aplicares a tua arte, seja ela qual for, em alguma coisa? Talvez possa funcionar. Experimenta personalizar uma camisola, uma almofada, uma caneca. Desenha, usa materiais, dá asas à tua imaginação e cria alguma coisa que, mesmo que não seja bonita o suficiente para usar na rua, faça que a tua mãe abra o armário e sorria. E, se tiveres sorte e algum jeito, até a possa usar (nem que seja em casa, heheh).


Álbum de fotos

Álbum de fotos

Se a tua mãe for como a minha, apesar de ter alguns álbuns de fotos, tem sempre fotos da adolescência e de quando eu e os meus irmãos eramos bebés, todas ao monte numa caixa algures. Aliás, se a tua mãe for mesmo como a minha, ainda tem fotos por revelar e vídeos em cassetes que já não há nada que reproduza aquele artefacto histórico. Por isso, uma prenda que iria alegrar o dia à tua mãe poderá ser mesmo isso. Organiza as fotos dela, por datas (se não souberes onde e quando foram tiradas, pergunta discretamente) e cria um álbum. Se quiseres arrasar mesmo, revela algumas das fotos que estão naquelas fitas ainda por ver, porque são memórias que, de certo, ela adorará rever. Se quiseres elevar ainda mais o nível da parada, vai com as cassetes a uma loja e troca para dvd, e, em modo surpresa, senta a tua mãe no sofá e presenteia-a com um serão de vídeos caseiros dos tempos em que só sabias chorar. Leva lenços, que é capaz de gerar choradeira.


ClippIt

ClippIt

Fácil, rápido, original e, acima de tudo, especial. Posso parecer suspeita, mas o ClippIt é uma prenda do caraças! Eu e os meus irmãos juntámo-nos no natal passado e oferecemos um a cada pessoa da nossa família. Também ofereci ao meu namorado. Ainda hoje eles guardam os papelinhos e o frasco. Alguns têm-no como decoração, porque, vamos admitir: é mesmo fofo!

Por isso, a minha última sugestão para ti é o ClippIt. Se não tens jeito, ou não tens tempo, ou reconheces apenas que este frasquinho pode ser a lembrança ideal para ofereceres a tua mãe, carrega aqui.

Clippit

Tem um gesto especial e memorável dando corpo aos teus sentimentos!


Conclusão

Conclusão

Espero que este artigo te tenha dado a imaginação necessária para fazeres a tua mãe feliz! Aproveito este momento para te relembrar que o amor deve ser demonstrado sempre, em cada momento, em cada telefonema, em cada refeição, em cada abraço ou falta dele. Mostra gratidão a todos os que fazem a tua vida melhor. Isso inclui a tua mãe e, claro, a tua família.

Obrigada por estarem desse lado!

Stay Clipped

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Família, altruísmo e evolução

Família, altruísmo e evolução

Porque apresentamos valores como altruísmo e bondade? Porque é que nos sentimos “em família” junto da nossa família?
Para te ajudar a perceber estas questões, vamos recorrer à ciência e mostrar um mecanismo explicativo evolucionista para o nascimento desses valores entre nós.

O que esperar deste artigo:

  • Compreender o que é a evolução
  • “The Selfish Gene” – O Gene Egoísta
  • Compreender a origem do altruísmo e da bondade
  • Altruísmo em família – porquê?
  • Altruísmo em sociedade – porquê?

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Primeiro precisamos de saber o que é a evolução.

Primeiro precisamos de saber o que é a evolução.

A evolução é um fenómeno que decorre ao longo do tempo. Geralmente muito, muito tempo (milhares e milhões de anos). A evolução decorre numa população de uma espécie – um conjunto de indivíduos semelhantes que interagem e procriam entre si.

Quando um ser vivo apresenta uma vantagem, que se demonstra como tal ao longo da sua vida, ele é positivamente selecionado face a outros. Tendo essa vantagem, quando as condições adversas se reunirem, ele estará melhor adaptado ao meio envolvente e terá mais hipóteses de sobreviver do que os que não têm essa característica. Logo: mais hipóteses do que os outros de procriar e produzir descendência.

Ao longo do tempo, o mesmo acontecerá para as seguintes gerações que apresentam essa vantagem nas mesmas condições. O resultado é que passará a haver mais indivíduos com essa característica, do que sem ela. Portanto, não se esqueçam: não é o individuo que evolui, mas sim a população onde está inserido. O raciocínio brilhante mas simples, foi enumerado por Darwin e Wallace no séc. XIX.

Nós vivemos em sociedade.

Nós vivemos em sociedade.

Nós, Humanos, como muitas espécies deste planeta, somos seres sociais. O nosso estado natural, ao contrário dos animais solitários como a preguiça, consiste em viver em sociedade. Fazemos parte integrante do grupo em que estamos inseridos, e interagimos ativamente com os restantes membros. Esta foi a estratégia adotada pelos nossos antepassados para atingir os objetivos de qualquer ser-vivo: sobreviver e prosperar.

E não há dúvida de que isto é uma boa estratégia, afinal nós, os nossos primos primatas, e familiares mais afastados como os leões, golfinhos, entre outros que vivem em grupo, sobrevivemos uns quantos milhões de anos, e estamos aqui agora para contar a história.

Mas isto já foi há algum tempo. Hoje, não está na nossa lista de preocupações do dia-a-dia fugir de predadores, e ter de caçar com sucesso com a hipótese de não haver comida no prato à hora da refeição. A nossa sobrevivência já não depende destes fatores. No entanto, de facto, foi uma vantagem, e, por o ser, manteve-se ao longo das gerações. E cá estamos nós, o grupo Humanidade, cheio de cidades repletas de pessoas com relações entre si.

Altruísmo - Uma vantagem evolutiva.

Altruísmo - Uma vantagem evolutiva.

Ok: entende-se porque é que viver em grupo pode ser uma vantagem, certo? Mas então, o que dizer acerca das atitudes altruístas? Todos nós podemos dizer que já ajudámos ou fizemos sacrifícios por alguém, sem esperar receber algo em troca, e, por vezes, ainda saímos prejudicados voluntariamente duma situação apenas em beneficio de outro.

Richar Dawkins, autor com uma das obras mais influentes dos últimos tempos, apresentou ao mundo uma ideia anteriormente formulada por outros cientistas: The Selfish Gene.

No livro, adota-se a perspetiva de que é de facto uma vantagem evolutiva um ser vivo ser bondoso para com os parentes mais próximos. E que portanto, o que existe é um “gene” egoísta, mascarando-se como bondoso por de trás das atitudes altruístas, apenas para ter mais hipóteses de se propagar.

A banana e tu, tu e a tua família.

A banana e tu, tu e a tua família.

Nunca ouviste que partilhas 50% do teu DNA com uma banana? Bem, isso não é bem verdade, mas tudo depende da rigidez de critérios e com o que estás realmente a comparar. No entanto, concordas que se há quem chegue a esse ponto com bananas, podemos dizer seguramente que somos muito mais parecidos com chimpanzés do que com bananas. Agora pensa no quão parecidos somos com os nossos parentes mais próximos.

É uma vantagem ser um bom familiar.

É uma vantagem ser um bom familiar.

Mas porque é que existe o conceito de família? E porque é que é uma vantagem evolutiva ser bondoso e altruísta? Quando muito reduzido, o conceito de família existe porque se os pais não cuidarem dos filhos, não terão descendência. Se a família não cuidar de si, como quando irmãos cuidam uns dos outros, a descendência também estará em risco. E qual é o principal objetivo dos seres vivos? Sobreviver e deixar descendência, procriar.

Assim uma família com o “gene” que codifique para a característica de cuidarem bem uns dos outros, poderá viver mais tempo, assegurando uma maior sobrevivência. E como vimos anteriormente, isso resultará em mais descendência. É uma vantagem evolutiva ter uma família! E ser um bom familiar! Porque, se não cuidares, não estimares, não “tomares conta”, a tua descendência corre risco.

Ser egoísta ou não ser, eis a questão!

Ser egoísta ou não ser, eis a questão!

No entanto, encontramos aqui um paradoxo: do ponto de vista evolucionista, genes que resultassem em atitudes altruístas, dirigidos a mais do que aos parentes mais próximos, não deveriam ser propagados às gerações seguintes.

Exemplo muito simples:
Falando outra vez em bananas: imaginemos um homo sapiens ainda meio macaco que encontrava um cacho de bananas e não partilhava com os restantes amigos. Ele, estando mais alimentado e nutrido, teria mais hipóteses de trepar mais rapidamente à árvore e fugir a um ataque de um leão. Estando vivo e os outros não, podia ter mais macaquinhos fofinhos e egoístas que os demais. Sucintamente, o resultado seria uma população de macacões egoístas.

Agora imaginemos que o nosso meio macaco dava umas quantas bananas aos seus amigos. Já não estaria super-alimentado, nem teria aquela exata quantidade extra de energia que precisava para fugir. Estando morto é difícil procriar. Adeus macacos fofinhos e bondosos. Adeus descendência.

A não resposta para as tuas preces.

A não resposta para as tuas preces.

E agora é aquela parte em que esperas uma razão lógica que te explique o porquê de o macaco ser bondoso e solidário, e dar as suas bananas. Ou que explique aquele dia em que sacrificaste horas e horas de sono a ajudar um amigo.

Ou aquela doação anónima que fizeste, sem qualquer tipo de benefício para ti. E a razão é…
Ninguém sabe! A verdade é que não te posso dar uma resposta concreta para as tuas perguntas.. As pessoas são bondosas, altruístas e cuidadoras simplesmente porque o são. Porque sentem. E os sentimentos têm tendência a ultrapassar a nossa amiga lógica.

A Humanidade em grande.

A Humanidade em grande.

A verdade é que somos muito mais do que esse homo sapiens meio macaco. De facto, como já foi referido, somos capazes de atitudes altruístas e bondosas ao ponto de nos prejudicar-nos. E no entanto estamos, aqui todos nós, mesmo que as nossas atitudes altruístas sejam dificilmente explicadas por mecanismos evolutivos.

O que achas de contribuir para esta peculiaridade? A próxima vez que surgir uma oportunidade, ajuda o próximo. Conforta um amigo. Não fiques indiferente a alguém que pede dinheiro na rua para comer. Diz olá a um estranho. Descobre até como começar uma conversa com sucesso aqui.

Dá um grande pontapé na evolução, e mostra que estamos cá para algo melhor e mais grandioso do que meramente existir e produzir mais existências. Muito provavelmente até te poderá saber bem ajudar!

#stay_clipped

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Da tua família, com quem és mais parecido?

Da tua família, com quem és mais parecido?

Nunca te questionaste com quem és realmente mais parecido? Desde o momento em que nasces, és constantemente comparado(a) com alguém da tua família.

O que esperar deste artigo:

  • Neste artigo vamos oferecer-te a verdadeira resposta à pergunta: da tua familia, com quem és mais parecido? Pelo menos a nível genético.

Tempo estimado de leitura:

  • 5 minutos;

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A desmistificação

A desmistificação

Todos passamos por aquele momento constragedor em que, família reunida, alguém saca de uma foto com 72 anos e diz muito convicto: “Olha p’ra isto, és tão parecido com o teu tio-avô Joaquim!”. A maior parte das vezes (quase sempre) tu não concordas. E nós também não!

É claro que tens algumas parecenças com a tua mãe, com o teu pai, com os teus irmãos ou até com os teus avós. No entanto, do ponto de vista que estamos a adotar, isso é só o pico do iceberg.

Podemos reduzir a duas hipóteses. Essas duas hipóteses são: a tua mãe e o teu pai. E acredita, mesmo que te tenham dito a tua vida toda que tens “a cara do teu pai”, não és decididamente mais parecido com o teu pai do que com a tua mãe, pelo menos a nível genético.

O segredo está, como estás a começar a perceber, nas tuas células. Mais precisamente, nas tuas mitocôndrias, que estão, lá está, contidas no interior da célula. Todas as tuas células têm umas quantas destas máquinas,  ou por outras palavras, organelos.

As mitocôndrias são organelos que têm como objetivo fornecer energia suficiente para que as células possam trabalhar de forma correta. Só assim, eventualmente, tu também o consegues ao ponto de estares a ler este artigo na Clippyou.

Estejam atentos às máquinas...

Estejam atentos às máquinas...

A plot-twist é que, para poderem trabalhar, estas máquinas precisam de um manual de instruções, tal como as tuas células. E o manual destas já sabes qual é: o DNA ou ADN. Ou seja, a tua informação genética, que está contida no núcleo de todas as célula do teu corpo.

Ok! Reformulando, as tuas células têm, no seu núcleo, DNA. Elas têm ainda as mitocôndrias, que, se bem te lembras, também têm manual de instruções, o seu próprio DNA.

A revelação

No núcleo da célula não há nada a questionar, é basicamente 50% mãe, 50% pai. Tal como te ensinaram na escola, “és, metade mãe, metade pai”. Por isso, por exclusão de partes, sabemos desde já que a solução para a pergunta do título deste artigo está nas mitocôndrias. São as mitocôndrias, essas máquinas, que te dão energia para correr, saltar, gritar e tudo mais. E essas vieram todas da tua mãe, juntamente com toda a informação genética que contêm.

Explorando-te no teu estado primordial!

Isto justifica-se através de um fenómeno que ocorre aquando da conceção. Como dissemos anteriormente, ambos os teus pais contribuíram com 50% de infomação genética. Eles fizeram-no através de células muito especiais. São estas, as células sexuais.

Quando a célula sexual masculina (o espermatozoide) encontra e penetra na correspondente célula feminina (o ovócito), as mitocôndrias que ele possuía são destruídas. Assim, as únicas mitocôndrias que a tua primeira célula herdou são as que se encontravam no ovócito da tua mãe. Essa primeira célula deu origem aos triliões de células que reconheces como sendo tuas, e que vês ao espelho todas as manhãs. Assim, todas têm mitocôndrias correspondentes às da tua primeira célula.

Vamos fazer as contas à tua família!

Vamos fazer as contas à tua família!

Para além do DNA do núcleo que os teus pais te ofereceram, ambos em igual quantidade, só a tua mãe é que te deu o DNA que se encontra nas mitocôndrias. Este golo no tempo de compensação desempata a partida. E, fazendo as contas, na última jornada do campeonato, parece que ela fica a ganhar o merecido 1ºlugar. Agora já sabes: grita aos mares e aos ventos que não és metade mãe, metade pai. A sério, as máquinas mitocondriais permitem-to.

PS: A tua mãe vai adorar a promoção a superior na família. (sabe mais sobre o teu relacionamento com a tua mãe aqui)

#stay_clipped!

Aqui podes aprender mais sobre o que te transmitimos:

 Yin, S. Why Do We Inherit Mitochondrial DNA Only From Our Mothers? The New York Times.

Ankel-Simons, F. Cummins, J. Misconceptions about mitochondria and mammalian fertilization: Implications for theories on human evolution.

– Song, W. et al. Regulation of Mitochondrial Genome Inheritance by Autophagy and Ubiquitin-Proteasome System: Implications for Health, Fitness, and Fertility.

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O relacionamento com a mãe

O relacionamento com a mãe

Heyaa! Este post trata de algo que é tão comum a tantos humanos, e simultaneamente tão irreproduzível como uma impressão digital: o relacionamento com a mãe.

O meu ponto de vista

O meu ponto de vista

Após nascer, o ser humano necessita de ajuda para sobreviver ao início da vida. Somos um dos animais mais frágeis na sua infância. Na maioria dos casos, a pessoa que nos providencia esse apoio é uma figura maternal, e se tudo correr bem, somos acompanhados por ela durante muuuuuuuuuuuuito tempo.

O meu caso é dos mais comuns dos filhos dos anos 90: pai e mãe apaixonam-se nos seus 20 anos, casam-se, têm filhos, compram casa e, passados uns anos, chega o divórcio. A partir daí, com 8 anos, passou a ser eu e a minha mãe against the world. Um dynamic duo que ainda hoje tem os seus momentos de glória.

Temos uma política de honestidade total, sem segredos nem omissões, fazendo que nos tenhamos uma à outra como portos de abrigo. Sinto que posso falar sobre tudo com a minha mãe. Quando se trata de situações menos boas, ela tem sempre uma palavra amiga para mim, tal como eu sou a conselheira dela.

Quando o cheiro a jasmim se vai

Quando o cheiro a jasmim se vai

Contudo, nem tudo cheira sempre a jasmim. Em todas as dinâmicas mãe-filho/a há altos e baixos. Principalmente quando chega a altura de definir crenças e gostos, a descoberta do eu e do mundo em redor.

Em qualquer relação (especialmente no relacionamento com a mãe) é FUN-DA-MEN-TAL relembrarmo-nos de que às vezes a comunicação falha. Interpretar as palavras ou acções dela não acontece de forma linear – principalmente quando as emoções se metem ao barulho. Com a mãe, há que ter uma dose extra de paciência, de carinho, de humildade e compreensão. Depois da neura e da discussão lembramo-nos do quão importante ela é para nós, do que nos ensinou, dos sacrifícios que fez por nós e em como nos ama tanto. Mesmo que por vezes ela também nos possa magoar, vale a pena perdoar.

Como perfumar de novo

Como perfumar de novo

Uma boa opção em momentos menos bons é respirar fundo e iniciar uma conversa abertamente, sem filtros. É uma boa forma de compreender os diferentes pontos de vista, e chegar a common ground. Pôr o orgulho de lado e não ter vergonha de pedir desculpa. Todos erramos, e não é pouco! Afinal, não existe um manual de instruções sobre “como ser um bom humano” (quando eu era pequena, acreditava que era isso que ia aprender na escola…quanta inocência).

No meu caso, pontualmente choco com a minha mãe relativamente a crenças (#quemnunca), tanto minhas como dela. E não é que foi necessário chegar a uma meta-conversa para resolver o problema? Falar sobre a forma como se fala, falar sobre o que se sente quando se fala sobre isto ou aquilo. Ouvir, mesmo que se discorde do que é dito.

O jasmim está de volta

O jasmim está de volta

Já nos momentos bons, é incrível disfrutar da companhia de alguém que experiencia o mundo de uma forma tão parecida à nossa. Somos mini-elas, porque retemos sempre algo de quem nos ajudou a crescer. Quem nunca fez algo e pensou “sou igualzinha/o à minha mãe”?

Às vezes parece que somos cópias a carbono delas. Eu tenho o mesmo riso, o mesmo olhar, e a mesma inocência que ela. E tu? O que tens em comum com a tua mãe?

É tão bom vê-la sorrir, vê-la feliz (especialmente quando resulta de acção nossa). É uma pessoa que nos ama como mais ninguém consegue (sabe mais sobre os vários tipos de amor aqui).

O relacionamento com a mãe requer manutenção frequente, mas é dos que mais impacto tem a nível emocional. Uma discussão pode arruinar um dia, e um beijinho pode iluminar outro. Nada bate o amor de mãe. Eu vou abraçar agora a minha. E tu? Já mostraste à tua mãe o quanto gostas dela hoje?

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