Qual a importância de um nome num relacionamento? | #02

Qual a importância de um nome num relacionamento? | #02

E então malta, tudo porreiro?! Esta é a 2ª parte da sequência de artigos baseados no livro: Como fazer amigos e influenciar pessoas – Dale Carnegie.

  1. A importância de teres um verdadeiro interesse nas pessoas;
  2. Qual a importância de um nome num relacionamento; (estás a ler este)
  3. A importância de fazeres sentir a outra pessoa importante;

O que esperar deste artigo:

  • Qual a importância de saberes o nome das pessoas;
  • As mudanças que ocorrem quando usas o nome das pessoas num relacionamento;
  • Os benefícios que um relacionamento alcança ao utilizares o nome da pessoa;

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Sou mau com nomes

Sou mau com nomes

Certamente já te aconteceu encontrares alguém, saberes o nome da pessoa mas a outra pessoa nem fazer uma pequena ideia de qual é o teu. Tenho algumas dúvidas de como vocês se sentem quando isso acontece, mas por experiência própria, sinto que sou um pouco “dispensável” para a pessoa, e isso retira-me alguma da vontade que tenho de falar com essa pessoa.

Curiosamente, no livro “Como fazer amigos e influenciar pessoas” o autor aborda esse mesmo aspecto e diz que a maioria das pessoas não gosta nada quando situações dessas acontecem. Ele acrescenta que:

Quando nós nos esquecemos do nome de uma pessoa, a mensagem que estamos a passar é que essa pessoa não é assim tão importante para nós.

Ele também diz que dizer “ah, não sou nada bom com nomes” é uma desculpa ineficaz.

Pessoalmente penso que as coisas sejam um pouco menos severas. Compreendo o que o autor diz, mas penso que só não haja desculpa se, anteriormente, tiver havido uma conversa ou algo do género. Se tiver havido algo assim e não se souber o nome da pessoa, aí sim, deves entrar em modo: shame on you.

Ouvir o próprio nome fortalece um relacionamento

Ouvir o próprio nome fortalece um relacionamento

Todas as pessoas adoram ouvir o seu próprio nome. Isso transmite a sensação de que a pessoa se lembra de nós e como consequência sentimo-nos logo mais conectados com a pessoa. A vontade de continuar a falar com ela cresce, o que é logo meio caminho para criar uma maior empatia e tornar o relacionamento muito mais forte.

De forma a ajudar a que se compreenda a verdadeira importância de saber o nome das pessoas e os efeitos positivos que isso traz num relacionamento, vou contar uma história. Hora da história!

A infelicidade feliz de saber o nome do senhor dos bifes

A infelicidade feliz de saber o nome do senhor dos bifes

Para as pessoas que ainda estou à espera de ter o prazer de conhecer, fica aqui uma informação importante sobre mim. Eu ADORO bifes. Uma das coisas que me dá mais prazer comer são uns brutos bifes. Daqueles bem tenros que se desfazem na boca. Por falar em bifes, há uma blogger chamada Isabel que indica sempre locais espectaculares para se ter refeições brutais. Passem pelo blog foodiefriend. Voltando à história.

Há uns anos atrás, era eu ainda puto, fui com o meu pai comprar uns brutos bifes (herdei o gosto dele) ao na altura Ecomarche da Chamusca. Como sempre o mesmo senhor atendeu-nos com um nem mau, nem bom atendimento. Um serviço normal.

Recordo-me de que quando chegava a casa, o meu pai ainda tinha de cortar lá pedaços dos bifes, deitava fora algumas partes dizendo que aquilo estava a mais (algo que me chocava muito, nenhum pedaço de bife é deixado para trás!) entre outros trabalhos que eram necessários.

O pormenor que fez a mudança num relacionamento

O pormenor que fez a mudança num relacionamento

Certo dia, fomos lá novamente mas desta vez o meu pai viu lá na placa de identificação que o senhor se chamava Eduardo. E disse algo do género: Bom dia, Eduardo. Tudo bem? Algo que na altura me pareceu tão banal mudou muita coisa. Para o bem o para o “mal”!

A parte negativa

A parte negativa

Primeiro que tudo, começamos a demorar MUITO mais tempo quando íamos aos bifes. Só me lembro deste exacto momento e da frase “hedionda”: Bom dia, Eduardo. Tudo bem? Porque eu era uma criança viciada em jogos (playstation). E tudo o que fosse mais de 30 minutos longe da consola deixava-me nervoso.

Brincadeira à parte. Tal como disse, o serviço era simpático. Mas a partir desse dia o serviço ficou 5 estrelas!

O que trouxe um simples: Olá, Eduardo. Tudo bem?!

O que trouxe um simples: Olá, Eduardo. Tudo bem?!

Revendo agora a conversa através dos olhos do meu “mini eu” passado todo aborrecido por estar lá à espera dos Bifes, vejo que houve uma diferença abismal no atendimento. O Eduardo, o senhor dos Bifes, passou logo a fazer mais perguntas com o objetivo de entregar a carne ao meu pai da melhor forma possível. Perguntas do género:

  • Irá querer que corte assim ou assim?
  • Como está a querer fazer os bifes? Dependendo do método corto a carne para facilitar;

Pode parecer algo insignificante. Mas o Eduardo estava a poupar imenso tempo ao meu pai. Tal como disse, o meu pai quando chegava a casa, ainda tinha que arranjar a “bifalhada” e isso levava tempo. Depois deste episódio o meu pai ficou mais livre.

O engraçado disto tudo é que o meu pai ao melhorar o relacionamento com o Eduardo, obteve ajuda por parte dele para melhorar o relacionamento com a família. É daquelas coincidências inesperadas brutais. Por falar em coincidências brutais.

Uma coincidência engraçada

Uma coincidência engraçada

As coisas ainda melhoraram mais na segunda vez que lá fomos, porquê? Porque o Eduardo também perguntou o nome ao meu pai. E sabem qual é a parte mais curtida disto tudo? É que o meu pai também se chama Eduardo.

Houve alturas em que eles brincavam com a situação e faziam frases mesmo só para “gozar” com a situação. Algo que eu achava um tanto estranho, mas eles curtiam daquilo. Frases como:

– Olá, Eduardo! Tudo bem contigo, Eduardo?

– Sim, Eduardo. Comigo tudo bem, Eduardo. Hoje é dia de “bifalhada” Eduardo?

– É verdade, Eduardo.

Acho que já estão a compreender a dinâmica da coisa.

Os benefícios

Os benefícios

Os benefícios foram todos os que um amante de bifes podia desejar! Em visitas seguintes, o Eduardo aconselhava qual a melhor carne, guardava nacos brutais para nós, entre um monte de outras situações.

Tudo isto aconteceu porque naquele dia o meu pai chamou o senhor dos bifes pelo nome. Isso fez como que eles conversassem mais, trocassem informação, compreender o quão importante era para nós os bifes, o que representava, etc.

Mas de forma sintetizada:

  • Conhecemos melhor outros membros do Ecomarche;
  • O ambiente ficou ainda mais agradável;
  • Via-se felicidade nos olhos do Eduardo;
  • Bónus: Recebíamos um atendimento excelente!
    • Alguns dos melhores nacos ficavam para nós;
    • O serviço tornou-se mais pessoal;
    • Os bifes já vinham praticamente prontos;

Conclusão

Conclusão

Chamar a pessoa pelo nome em vez se ser, senhor/a isto, senhor/a, aquilo é algo muito simples e que tem repercussões gigantescas! Mostra que tens em atenção a pessoa e que esse alguém é importante para ti.

Tal como Dale Carnegie, autor do livro, diz:

O nome de uma pessoa é para ela o som mais importante que existe.

Stay Clipped

 

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5 ideias para passares bons momentos com amigos

5 ideias para passares bons momentos com amigos

Hellooooo, amigos! Quem escreve hoje sou eu, a Elsa.

Sabemos que as segundas feiras são difíceis (na realidade, são iguais aos outros dias, nós é que não estamos psicologicamente preparados para enfrentar mais uma semana de rotina e cansaço). Mas as segundas feiras não devem representar isso. Devem, sim, representar o primeiro dia de uma semana que tem potencial para ser espetacular. Só assim é que isto vale a pena.

O que esperar deste artigo:

  •  Entender a importância de passar tempo com as pessoas de quem gostamos;
  •  Conhecer ideias divertidas, económicas e simples de passar tempo com amigos;

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E como tornar um dia melhor se não passando-o com as pessoas de quem gostamos? Podes não ter muitos amigos, mas aposto que os que tens são um espetáculo. E sim, eu sei que, às vezes, estamos tão cansados que nem vontade temos para combinar alguma coisa. Ou temos tanto para fazer que não encontramos espaço nem tempo para estar com eles. Mas não deixes que isso aconteça: pega nos teus amigos e faz qualquer coisa fixe! É bom para ti e é bom para eles. E, só por isso, já vale apena.

Assim, hoje trazemos-te 5 ideias para passares momentos especiais com os teus melhores amigos. Como sabemos que nem todos somos um tio patinhas a mergulhar em dinheiro, apresentamos-te opções que não te obrigam a partir o teu porquinho mealheiro.

Escape Room

Escape Room

Sabes o que são os Escape Room? Os Escape Room consistem num jogo repleto de enigma e mistério. Os jogadores estão numa ou em várias salas, e têm um objetivo simples: escapar. Conseguir escapar é que não é assim tão simples. Cada sala ou casa tem uma história: podem ser de terror, de mistério, de investigação.

Há para todos os gostos: fugir de uma casa assombrada, sobreviver ao terramoto de 1755, desvendar enigmas sobre espiões, assassinatos, contrabando, e por aí fora. Esta moda chegou a Portugal há já alguns anos, e nos últimos meses tem ganho ainda mais popularidade. E qual é a melhor parte? Além de te sentires um verdadeiro Sherlock Holmes, à procura de pistas para conseguires escapar, tudo isto é feito em grupo. Sim, podes levar os teus bff’s e, em equipa, ganharem o jogo.

Há vários Escape Room pelo país, com maior incidência em Lisboa e no Porto. Mas procura perto de ti, talvez tenhas sorte. Deixamos-te alguns exemplos:

Puzzle Room (Lisboa)

Lisbon Escape Game

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Escape Tower (Óbidos)

p

Porto Exit Game

Voluntariado

Voluntariado

Esta é uma das minhas opções favoritas! Fazes bem a ti, aos teus amigos, e ao mundo. Voluntariado, pelo menos para mim, é uma das coisas que gosto mais de fazer. Costumo dizer que é mais enriquecedor para mim do que para as pessoas que tento ajudar.

Fazer este trajeto com amigos só o torna mais espetacular. E se pensas que não és útil, ou não consegues fazer a diferença, deixa-me dizer-te: yes, we can (desculpem, adoro o Barack Obama).

Por isso, pensa numa causa que te desperte particular interesse ou compaixão, e arranja uma forma de ajudar. É muito fácil, acredita. Lembra-te que o mundo é uma responsabilidade de todos, e o nosso papel pode fazer a diferença.

Alguns exemplos de iniciativas às quais te podes juntar:

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Refood

Entrajuda

Terra dos Sonhos

Cruz Vermelha Portuguesa

Acampar

Acampar

 

Acampar… Uns adoram, outros nem tanto. Eu faço parte do primeiro grupo, o que pode ser suspeito, mas acredita: acampar pode ser muito fixe. Passar férias num sítio bonito, normalmente, vem com bastantes custos associados: é hotel, é alimentação, é deslocação, é visitar os sítios. Enfim, pode sair um pouco fora do budget mensal.

A opção de acampar reduz um dos maiores custos de uma viagem, e não tira qualidade à mesma. Portugal tem sítios fantásticos, e alguns desses lugares que nos deixam sem palavras já têm parques de campismo bem perto, e com excelentes condições. E quem diz acampar não obriga a que seja numa tenda.

Existem bungalows lindos e confortáveis e que ficam em conta. Passar tempo com os teus amigos ao ar livre, acredita, é espetacular.

Por isso, pega nos teus melhores companheiros e desce um rio de canoa, arranja uma guitarra e passa a noite a conversar, arranja sacos cama e mashmallows, e goza a vida. Acredita: assim se fazem grandes histórias.

Relembra os velhos tempos

Relembra os velhos tempos

 

Esta é uma excelente sugestão principalmente para aquelas amizades que já têm uns aninhos. O passado pode trazer diferentes sentimentos: saudade, tristeza, felicidade, alívio, entre outros. Mas relembrar momentos antigos é sempre nostálgico.

Pensar em como estávamos nessa altura, refletir sobre o que mudou (ou não mudou e talvez devesse ter mudado, ou vice-versa). Esta retrospetiva é ainda mais enriquecedora se for partilhada com pessoas que passaram pelo mesmo que tu.

Por isso, manda uma mensagem àquele teu amigo que já não vês há uns meses, e encontrem-se num sitio onde em tempos passaram excelentes momentos.

Voltem àquele parque onde passavam as tardes no 8º ano, à vossa escola secundária, aquele café onde lancharam depois daquele teste. “Recordar é viver”, e apesar de não ser positivo ficarmos presos ao passado, é sempre engraçado dar lá um saltinho.

Dia em casa

Dia em casa

Pode parecer banal. E talvez seja. Mas se o banal for bom, não há nada de errado. Quando dizemos passar o dia em casa, não queremos com isso dizer que deves ficar de pijama a fazer zapping entre o 24kitchen e o Discovery Channel.

Junta os teus melhores amigos numa das vossas casas e planeia o dia com um programa divertido. Joguem Monopólio, Pictionary, Sigstar, Just Dance, mimica, cartas.

Vejam filmes que vão ao encontro dos vossos gostos. Façam um granda pitéu todos juntos. Enfim, aproveitem as pequenas coisas da vida, porque, às vezes, são as que acabam por ser mais memoráveis.

Conclusão

Conclusão

Quer sejam amigos, namorado, família: passar momentos com as pessoas de quem gostamos é uma das coisas pelas quais vale a pena viver. É importante que te vás lembrando desse pormenor tão forte, e que não deixes a rapidez da vida de hoje em dia alienar-te disso.

Se quiseres saber mais sobre algum destes temas não hesites em dizer-nos qualquer coisa. Quem saiba dê um bom Clippstorie.

Vá,  estás à espera de quê? Liga lá a esse amigalhaço a combinar qualquer coisa!

Até lá, sê feliz e goza uma das melhores coisas da vida: a amizade!

#Stay_Clipped

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Como fazer amigos e criar um bom relacionamento | #01

Como fazer amigos e criar um bom relacionamento | #01

E então malta, tudo porreiro?! Tomei conhecimento de um livro chamado: Como fazer amigos e influenciar pessoas – Dale Carnegie. Achei muito interessante os mais de 30 princípios que o autor apresenta sobres relações humanas e penso que alguns possam ser bastante úteis para vocês. Partilhar esses 30 princípios seria complicado. Por isso, selecionarei 1 dos que mais gostei. De forma a conseguir simplificar a passagem de informação dividi esse princípio em 3 partes que irei publicando nas próximas semanas. São elas:

Ao leres este artigo ficarás a saber:

  • Qual a importância de ter um verdadeiro interesse nas pessoas;
  • Como isso faz com que o teu relacionamento melhore;
  • Como isso faz com que as pessoas gostem mais de ti;

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Para começar, admito que não tenho um discurso pronto se me colocassem esta questão, é demasiado abstrato, right? No entanto, há sempre um amigo pronto a ajudar quando não temos a certeza acerca de alguma coisa… sim, é o Google. E o que é que eu fiz? Fui ao seu encontro, coloquei-lhe a questão, e eis do que me apercebi:

A importância de teres um verdadeiro interesse nas pessoas

A importância de teres um verdadeiro interesse nas pessoas

Dale Carnegie, o autor do livro, despertou-me para algo curioso. Já reparaste que quando tiras uma foto onde tu apareces, quando a vais ver, por norma procuras-te primeiro? Outro ponto curioso, a forma como tu ficas na foto pesa muito na tua avaliação da mesma. Por outras palavras, se na foto pareceres a Kim Kardashian ou o Chris Hemsworth a tua resposta poderá ser algo do género: 

      • Esta foto é maravilhosa! É a nossa melhor foto de sempre!

 Mesmo que o resto do pessoal pareça um grupo de orangotangos perdidos no meio do Rossio, a olhar para um carro amarelo e a pensarem que é a maior banana que viram na vida. 

Por outro lado, se fores tu a parecer um orangotango a tua resposta pode ser algo do género:

  • Ah… Ficámos tão bem… Empresta aí o telefone só para ver melhor. Eixhe!!! Apaguei sem querer a foto. Bem, agora temos de tirar outra!

O interessante disto tudo é que, segundo o que o autor diz, a maioria das pessoas faz exactamente o mesmo. Isso acontece porque “nós estamos sempre interessados em nós mesmos“. Faz parte da nossa natureza. Segundo Dale Carnegie, esta última informação é muito útil caso queiras fazer com que gostem ou tenham mais interesse em ti. Também é muito útil caso queiras melhorar o relacionamento com alguém. Mas como é que se tira proveito disto, certo? Eu fiz exactamente a mesma questão e lembrei-me do meu passado. Vamos a uma história

O egocêntrico que rebentava com qualquer relacionamento

O egocêntrico que rebentava com qualquer relacionamento

Eu já fui um egocêntrico de todo o tamanho e até um pouco arrogante. Se conseguisse voltar atrás no tempo dava uns brutos calduços no meu antigo eu.  Durante algum tempo tive algumas dificuldades em fazer com que as pessoas gostassem de mim e fazer com que um relacionamento fosse duradouro. Sempre que me cruzava com alguém, conhecido ou por conhecer, tinha dificuldades em ouvir e tomar atenção ao que a pessoa dizia. Podia até parecer que estava a ouvir e que estava interessado no que ela dizia mas na verdade estava em modo “Tô Nem Aí”.

No fundo queria era que a pessoa parasse de falar para eu dizer do que eu gostava, o quão orgulhoso eu estava dos meus feitos e convencer essa mesma pessoa a seguir o que eu fazia. Ou seja, o que eu queria era colocar todas as coisas que eu achava interessantes dentro da cabeça da outra pessoa. Como devem compreender isto é uma abordagem ranhosa e medíocre.

Nenhum relacionamento se mantém de pé por muito tempo assim. Estava a pensar apenas em mim e nos meus interesses e a borrifar-me para o que a outra pessoa queria, sabia, gostava e lhe interessava. Felizmente compreendi o disparate que andava a fazer e adotei um comportamento diferente.

Nós estamos sempre interessados em nós mesmos

Nós estamos sempre interessados em nós mesmos

Esta frase pode ser interpretada de várias formas. Quando a li pela 1º vez, interpretei-a pelo lado óbvio. O que só compreendi depois é que a mensagem da frase pode ajudar-nos de várias formas a fazer as pessoas gostarem de nós e a criar um bom relacionamento. Se nós estamos sempre interessados em nós, é normal que os outros também estejam interessados sempre neles mesmos. E isso pode ser algo extremamente interessante de explorar.

Quando compreendi a utilidade desta informação alterei o meu comportamento e o resultado tem sido muito benéfico. Mas antes de irmos aos benefícios. O que é que fiz ao certo? Basicamente preocupei-me em criar empatia antes de algo mais.

O egocêntrico que aprendeu a manter um relacionamento

O egocêntrico que aprendeu a manter um relacionamento

Criar empatia é algo bastante simples. Mas por vezes, por estarmos tão focados em nós mesmo “saltamos” essa parte. Ao contrário da minha versão mais ranhosa do passado, hoje preocupo-me em criar empatia antes de algo mais. Compreendi os benefícios que essa ação trás. No decorrer do processo, acabamos por conhecer o que move a pessoa, e quais os seus gatilhos de ação. Algo super útil na hora de lidar com a pessoa. O melhor disto tudo é que só se precisa de fazer 3 coisas para que tudo isso aconteça. Ter verdadeiramente interesse pela pessoa;

  1. Fazer perguntas;
  2. Dar espaço.

Bastante simples, certo? Em parte, de facto, é mesmo. A única dificuldade é, na hora H, conseguirmos fazer isto e não começarmos a querer falar de nós, impedindo que a outra pessoa se sinta à vontade para dizer o que sente, deseja, sonho, etc. Ainda hoje estou a aperfeiçoar este processo.

Ter verdadeiro interesse pela pessoa

Ter verdadeiro interesse pela pessoa

Dale Carnegie diz que este é um dos fatores cruciais de um bom relacionamento. Através deste simples princípio o nível de empatia numa relação pode crescer a níveis gigantescos. Hoje quando eu encontro uma pessoa e, por exemplo, descubro que ela adora dança contemporânea, eu fico realmente interessado. Posso não ter interesse em dança contemporânea mas tenho interesse em compreender o porquê da pessoa ter interesse. É nessa altura que começo com as perguntas.

Fazer perguntas

Fazer perguntas

Faço várias perguntas. O objetivo nesta fase é compreender melhor o principal interesse que a pessoa tem para depois explorar melhor essa situação. Dale Carnegie diz que quanto mais se deixa uma pessoa falar de si, mais interesse a pessoa terá em ter-te por perto e mais irá gostar de ti (ok, estou a simplificar muita a coisa. Mas a base penso que seja esta). E que tipo de perguntas se pode fazer?

  • Perguntar pelas competições em que já participou;
  • Há quanto tempo participa;
  • Sobre toda a sua experiência;
  • O porquê de ela ter começado a dançar;
  • Perguntar por histórias que tenha;
  • Saber como chegou onde chegou;
  • entre outras;

Dar espaço às pessoas

Dar espaço às pessoas

É importante que a pessoa se sinta o centro das atenções neste momento. Porque é isso que de facto deve acontecer. Para que isso aconteça, dou espaço para ela contar histórias, contar medos, contar vitórias, dizer o quão orgulhosa está dos seus feitos e tudo o que ela queira dizer mais.

Benefícios

Benefícios

Quando comecei a utilizar esta abordagem comecei a sentir as consequências. Que foram:

      • Upgrade na minha visão do mundo;
      • Conhecer imensas pessoas;
      • Contacto com imensas ideias diferentes;
      • Passagem de interesses mais eficiente;
      • Relacionamentos mais duradouros;
      • Gostarem mais de mim;

Como podes ver, “gostarem mais de mim” é a última consequência. Para além disso, na minha modesta opinião, gostarem de ti deve ser uma consequência e não um objectivo. Digo isto porque enquanto andei com o objetivo de fazer as pessoas gostarem de mim os resultados eram tão bons como os que tenho a métodos quantitativos II e III (matemática).

Ou seja tristes, medíocres e vergonhosos. Ia tendo resultados positivos mas no fim do semestre reprovava. Para dar alguma credibilidade ao meu pensamento, o Professor Doutor Dário Rodrigues uma vez disse-me: “Rui, é mais fácil fazeres amigos em dois meses interessando-te pelas pessoas, do que passares dois anos a tentar conseguir o interesse dos outro.”

Nota: Não, este professor não é o de matemática. E ele está certo. Só compreendi o verdadeiro significado da mensagem tempos depois. Basicamente, depois de ter rebentado com não sei quantos relacionamentos. Mas pronto, sempre a aprender.

Conclusão

Conclusão

Este princípio de ter verdadeiro interesse nas pessoas pode ser útil em qualquer tipo de relacionamento que possas pensar. Desde as relações profissionais, às de amor, familiares, amizade. Se começares a mostrar o genuíno interesse que possuis pela pessoa, por norma a outra pessoa irá retribuir o interesse.

Nessa altura podes partilhar os teus gostos, sonhos, ambições e tudo o que queiras. Apesar de demorares consideravelmente mais tempo a dizeres o que queres, vais obter resultados/respostas muito melhores.

Uma coisa é ouvires informação sem teres perguntado por ela, outra coisa é receberes essa informação depois de teres perguntado por ela. É assim para ti e para a maioria das pessoas.

Acredito que Dale Carnegie esteja certo quando diz que se colocarmos este princípio em ação que isso ajudará os nossos relacionamentos a serem mais duradouros e interessantes.  

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Trabalhos de grupo: um desafio para qualquer amizade

Trabalhos de grupo: um desafio para qualquer amizade

Hey! Eu sou a Elsa, e o meu primeiro post para o blog é sobre um assunto com o qual me tenho deparado neste meu trajeto académico. Acredito que tu também já tenhas passado pelo mesmo. Fica por aqui, vai valer a pena!

O que esperar deste artigo:

  • Perceber a dificuldade de fazer trabalhos de grupo com amigos;
  • Compreender 6 ideias para facilitar o desafio;

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Depois de uns meses de recuperação da sanidade mental, sem time lines e avaliações, é provável que tenhas esquecido a forma de usar uma caneta. Mas a verdade é que as aulas estão a começar. Hoje falamos de um tipo de trabalho específico:

Os trabalhos de grupo.

Os trabalhos de grupo.

Uma espécie de avaliação que pode, nem sempre, ser a mais fácil, na qual és avaliado por um trabalho que não depende só de ti. Servem para treinar a nossa capacidade de trabalhar em equipa e de liderar, servem para nos preparar para o futuro, ou, no mínimo, servem para o professor não ter tanto trabalho a corrigir.


E trabalhos de grupo com amigos?

E trabalhos de grupo com amigos?

Comecemos pelo início: assim que o professor profere as palavras “trabalho de grupo”, tu e os teus amigos trocam olhares instantaneamente. Isso é a beleza da amizade. São pessoas com quem tens mais confiança, com quem vai ser mais fácil e divertido trabalhar. Mas: será que é mesmo assim? Será assim tão mais fácil trabalhar com amigos?

A verdade é que as amizades são importantíssimas, é um facto. No entanto, nem sempre são lineares. É difícil trabalhar com amigos. Apesar de, supostamente, serem as pessoas com quem mais à vontade tens para conversar, dizer coisas menos positivas é difícil, porque não queremos magoar quem gostamos. E, em trabalhos de grupo, que exigem sempre esforço e trabalho de qualidade, as críticas surgem naturalmente e as opiniões tendem sempre a divergir. Afinal, é mais fácil discordar do que concordar. Opiniões diferentes, métodos de trabalho diferentes, feitios diferentes e, (no entanto), avaliações iguais. Temos os ingredientes todos para se instaurar um conflito.

Portanto: como não danificar uma amizade e ainda get the shit done?

Portanto: como não danificar uma amizade e ainda get the shit done?

É neste tópico que te vamos tentar ajudar. Eis algumas ideias para pores em prática quando as horas de trabalho já vão longas.

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As diferenças de opinião são normais

Cada pessoa tem a sua opinião, as suas crenças, a sua perspetiva, e não é por serem amigos que isso começa a ser um problema. O importante é dar valor à opinião do teu co-worker e não permitir que desvalorizem a tua.

Este é um conselho muito importante: quando isto não acontecer, intervém. Quando uns dão mais de si do que os outros, os atritos começam a acumular-se. E é aqui que entra o nosso próximo ponto.

Todos os membros devem dedicar o mesmo tempo e esforço

Todos os membros devem dedicar o mesmo tempo e esforço

Este é um conselho muito importante: quando isto não acontecer, intervém. Quando uns dão mais de si do que os outros, os atritos começam a acumular-se. E é aqui que entra o nosso próximo ponto.

Reparte trabalho

Em vez de estarem todos a olhar e refletir sobre o mesmo, dividam o trabalho entre vocês. Vão conferenciando uns com os outros (isso é muito importante), e, no fim, juntam tudo e discutem o que pode ser alterado. Se forem comunicando durante a elaboração do trabalho, as mudanças finais devem ser poucas. Este método pode evitar muitos conflitos que, além de serem desagradáveis, fazem-vos perder tempo. E tempo é uma coisa escassa.

A forma como dizes as coisas é, muitas vezes, mais impactante do que o conteúdo daquilo que dizes. Por isso, se a tua opinião divergir da do teu amigo, ou se lhe quiseres dizer algo menos positivo sobre o seu desempenho, pensa antes de falares.  Por exemplo:

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Cuidado com a forma como falas

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Cuidado com a forma como falas

A forma como dizes as coisas é, muitas vezes, mais impactante do que o conteúdo daquilo que dizes. Por isso, se a tua opinião divergir da do teu amigo, ou se lhe quiseres dizer algo menos positivo sobre o seu desempenho, pensa antes de falares.  Por exemplo:

Evita o imperativo.

Foge a frases como “Faz isto!”. Ao invés, usa: “Será que podes fazer isto?”, ou “Importas-te de fazer isto?”, ou ainda: “O que achas de fazeres isto?”.

Evita faler alto.

Mantém um tom de voz normal. Se vires que os ânimos se estão a exaltar, baixa o tom de voz. A pessoa com quem estás a discutir terá tendência a seguir o teu exemplo.

Cuidado com a forma como ouves

Aliás, certifica-te de que ouves, antes de tudo. Assim como gostamos de ter uma voz num grupo, é importante darmos voz aos restantes, e não excluir as suas alternativas sem darmos tempo para a explicação do seu ponto de vista. Portanto, não interrompas os argumentos dos teus amigos / colegas, por mais que te apeteça nesse momento.

Diz, de facto, o que pensas. Não sejas rude, mas não deixes a tua opinião passar ao lado só porque não queres magoar o teu amigo. Sim, ele é teu amigo, mas também é colega de trabalho. E, no fim, o trabalho dele vai ser tido em conta na tua própria avaliação. Por isso, para que tudo funcione, não deixes de dizer aquilo que sentes.

Sê frontal.

Sê frontal.

Diz, de facto, o que pensas. Não sejas rude, mas não deixes a tua opinião passar ao lado só porque não queres magoar o teu amigo. Sim, ele é teu amigo, mas também é colega de trabalho. E, no fim, o trabalho dele vai ser tido em conta na tua própria avaliação. Por isso, para que tudo funcione, não deixes de dizer aquilo que sentes.

Conclusão

Conclusão

Bom, eis as ideias fundamentais para que não paire no ar aquele ambiente tenso, e que “tudo fique em pratos limpos”. A verdade? A amizade é uma coisa espetacular, que deves tentar preservar ao máximo. No entanto, estas situações funcionam como testes, e, sempre que os passares, a tua amizade torna-se mais forte.

Bom inicio de aulas!

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